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Um grande desafio e simplesmente fascinante. É mergulhar num mundo exótico e encantador, cada passo uma surpresa! Muito a descobrir e a desvendar. Moçambique...sua beleza, sua cultura, seu povo. Terça-feira, Maio 31, 2005 Domingo, 29 de maio de 2005 Capoeira na praia do Triunfo...show! A Capoeira «Capoeira é luta, jogo e dança. Brincadeira de movimentos perigosos, executados com graça, malícia e muitos rituais.» (de «A Arte da Capoeira», Camille Adorno) A Capoeira é uma arte marcial secular, que conjuga movimentos e golpes de ataque e defesa que são acompanhados por um ritmo constante de instrumentos. É uma luta de movimentos combinando objectividade e precisão no ataque com defesas rápidas. Possui uma linguagem onde cada gesto significa e representa ideias, sentimentos e emoções. Capoeira é música, poesia, festa, brincadeira, diversão e uma forma de luta. A dupla natureza, de luta e de brincadeira, dá a vida ao jogo da capoeira. É repleto de ataques e de defesas constantes, rápidos e inesperados, onde o corpo atinge um nível impressionante de elasticidade, destreza e habilidade. O capoeirista consegue conjugar o "floreio" com um jogo perigoso, onde a continuidade e a harmonia nunca se perdem e onde o Berimbau comanda a roda, acompanhado por um conjunto de instrumentos que dão vida à capoeira. A música é um dos instrumentos de preservação da memória, trasmitindo através de cantigas tradições das diferentes épocas da Capoeira, ensinando História e contando «estórias» (como se diz no Brasil). É hoje conhecida em todo o mundo como a «arte marcial do Brasil». Dança, luta, e música? Onde começa uma e termina a outra na capoeira? Ninguém sabe responder. Berimbaus, esquivas de corpo, pandeiros, movimentos circulares com as pernas, palmas e a «ginga» constante que aproveita a agilidade do corpo para improvisar uma dança ritmada, mas bastante perigosa. São estes os principais elementos que a caracterizam. Martelo rodado...tesoura e parada... A história da capoeira Teriam os escravos levado da África a capoeira ou teriam criado no Brasil? Está é uma dúvida que até hoje divide muitos folcloristas, etnógrafos e estudiosos no assunto. Não temos registros da existência da capoeira ou qualquer outra forma similar à capoeira no continente africano. Em 1996, Inezil Penna Marinho esteve em Angola pesquisando uma possível origem da capoeira, chegando a conclusão que ela era inteiramente desconhecida lá, quer entre os eruditos, quer entre os nativos, a cujas festas religiosas e danças guerreiras assistiu. A situação dos negros escravos no Brasil e aqui, no seu país de origem era muito diferente: aqui eram livres, no Brasil escravos. Logicamente foi no Brasil que a capoeira teve suas raízes formadas. Nas práticas religiosas a que os africanos se entregavam, as danças litúrgicas, ao som de instrumentos de percussão, desempenhavam papel de grande relevância, pois os ritmos bárbaros exacerbavam-lhes a gesticulação, exageravam-lhes os saltos, exercitava-os na ginga do corpo, dotando-os de extraordinária mobilidade, excepcional destreza, surpreendente velocidade de movimentos. E é a estes rituais religiosos, que pesquisadores atribuem o surgimento da capoeiragem. A capoeira surgiu entre os escravos como um grito de liberdade. Os negros da África, a maioria da região de Angola, foram levados para o Brasil para trabalhar nas lavouras de cana de açúcar como mão de obra escrava. A vida dos negros trazidos da África de maneira forçada, brutal, consistia em trabalhar de sol a sol para os senhores portugueses que exploravam as riquezas brasileiras desde o descobrimento. Chegando a nova terra, os escravos eram repartidos entre os senhores, marcados a ferro em brasa como gado e empilhados na sua nova moradia: as prisões infectadas, as senzalas. Os colonizadores agrupavam os africanos de diferentes tribos, com hábitos, costumes e até línguas diferentes, eliminando, assim, o risco de rebeliões. Os negros chegavam ao Brasil, depois de passarem dias empilhados em navios negreiros, trazendo como única bagagem suas tradições culturais e religiosas. O negro trouxe consigo suas danças e lutas guerreiras que de muita valia veio a se tornar uma arma branca para os escravos fugitivos. Ao contrário do que muitos pensam, os negros não aceitaram pacificamente o cativeiro; a história brasileira está cheia de episódios onde os escravos se rebelaram contra a humilhante situação em que se encontravam. Uma das formas dessa resistência foi o quilombo; comunidades organizadas pelos negros fugitivos, em locais de difícil acesso. Geralmente em pontos altos das matas. O maior desses quilombos estabeleceu-se em Pernambuco no século XVII, numa região conhecida como Palmares. Uma espécie de Estado africano foi formado. Distribuído em pequenas povoações chamadas mocambos e com uma hierarquia onde no ápice encontrava-se o rei Ganga-Zumbi, Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações da Capoeira. Na África, mais precisamente na Angola, os negros lutavam com cabeçadas e pontapés nas chamadas "luta das zebras", disputando as mulheres das suas tribos com a finalidade de torná-las suas esposas. Na ausência de armas, os negros buscaram nas danças guerreiras sua forma de defesa. Da necessidade de preservação da vida, surgiu a capoeira. Tendo como mestra a mãe natureza, notando brigas dos animais as marradas, coices, saltos e botes, utilizando-se das manifestações culturais trazidas da África como, por exemplo, brincadeiras, competições etc. Que lá praticavam em momentos cerimoniais e ritualísticos, aproveitando-se dos vãos livres que aqui se abriam no interior das matas e capoeiras, os negros criam e praticam uma luta de auto defesa para enfrentar o inimigo. Com o passar dos tempos, os nossos colonizadores perceberam o poder fatal da capoeira, proibindo esta e rotulando-a de "arte negra". Em 1888 foi abolida a escravatura e com isso muitos escravos foram lançados nas cidades sem emprego e a capoeira foi um dos meios utilizados para a sobrevivência. Alguns ex-escravos passaram a ganhar a vida fazendo pequenas apresentações em praça pública, porém muitos deles utilizaram a capoeira para roubar e saquear. Os marginais brancos também aprenderam a nova luta com o convívio mais direto com os negros e introduziram na sua prática as armas brancas. Formaram-se verdadeiros bando de marginais aterrorizando a população. Já em 1890 a capoeira foi colocada fora da lei pelo Código Penal da República, que dizia: Art. 402. Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em carreiras, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, promovendo tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal: Pena: De prisão celular de dois meses a seis meses. As punições aplicadas eram a reclusão na ilha Fernando de Noronha e castigos corporais, tais como chibatadas. Pessoas como o regente Feijó, Sampaio Ferraz e o major Vidigal foram os responsáveis para manter a ordem, porém tiveram pouco sucesso. Os seus chefes foram encarcerados ou exterminados. Mas a capoeiragem continuou fazendo o seu trajeto. A capoeira se espalhou pelo Brasil, porém foi nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco onde se encontravam os maiores comentários entre o povo e a imprensa local. Apesar de reprimida, a capoeira, continuou a ser praticada e ensinada para as gerações seguintes. Em 1929 ocorreu a crise do capitalismo nos EUA, afetando todo o mundo. O Brasil viveu um momento de abolição das forças sociais. Com a entrada de Getúlio Vargas no governo do país, medidas foram tomadas para conquistar a simpatia popular, entre elas a liberação de uma série de manifestações populares. Para tal, Getúlio Vargas convidou Manoel dos Reis Machado, o mestre Bimba, para uma apresentação no Palácio do Governo. Temendo a popularização da arte-luta, Vargas permitiu a abertura da primeira academia de capoeira, que teria um cunho folclórico. Após essa passagem, a capoeira perdeu suas características de luta marginal e vadiagem, visto que, para freqüentar a academia de mestre Bimba, os indivíduos eram obrigados a ter carteira de trabalho assinada. Grande parte do que se sabe, hoje, sobre a capoeira praticada pelos escravos foi transmitido pelas gerações de forma oral, visto que, a documentação referente a época da escravatura foi queimada por Rui Barbosa, Ministro da Fazenda, no governo de Deodoro da Fonseca. A capoeira ganhou a popularidade estimada por Bimba, e até os dias de hoje vem reunindo adeptos pelo país. Um jogo dito jogo de angola tem origem na dança africana de N'golo, típica da festa de Efundula do sul de Angola, quando as meninas deixam a puberdade e se tornam mulheres. O rapaz vencedor desse jogo-luta tem direito a escolher a sua esposa. Este jogo-luta se manteve na Bahia através de velhos capoeiristas como Bilusca, Noronha, Tiburcinho, Maré, Aberre, Pastinha e outros. Pastinha era conhecido como o patrono da chamada capoeira angola. Bimba achando que a capoeira angola tinha movimentos restritos para ser uma luta eficiente, misturou capoeira angola, batuque e mais alguns movimentos observados em outras lutas e criou a Luta Regional Baiana, hoje a Capoeira Regional. A capoeira é dinâmica e daqui a 200 anos é impossível prever quais movimentos serão os mais populares. Hoje a roda de capoeira é comandada pelo berimbau, pelo pandeiro e pelo atabaque, mas nem sempre foi assim. Havia tocador de berimbau sem roda e roda sem berimbau. Todavia, hoje é difícil imaginar uma roda de capoeira sem berimbau. Fontes: Grupo de Capoeira Caravelas Negras e Revista Web - Capoeira postado por: Família Fortes 11:05 AM Faça agora seu comentário: Neste final de semana...a lua que vi por aqui, desta vez, ela estava minguante, mas igualmente linda. Suspirem! Quarta-feira, 25 de maio de 2005 Dia da Africa postado por: Família Fortes 5:57 AM Faça agora seu comentário: Domingo, Maio 22, 2005 Domingo de sol...advinha aonde nós vamos? Como já disse o Angelo todos os domingos, vai a praia jogar vôlei...e eu, solidária que sou vou também. Desta vez a Cynthia (esposa do José Ricardo, que joga sempre) também estava lá. Eu como sempre saquei a máquina e registrei tudo...vejam só! Este prédio aí, tem uma estória triste...na época da expulsão dos portugueses daqui, este prédio estava em construção. Os portugueses, para impedir que os moçambicanos aproveitassem o que ficasse, colocaram nos dubos concreto, ficando imprestável para habitação (agora, só demolindo), bem...isso foi o que me contaram, se procede não sei...de qualquer maneira, vale a lembrança e o registro. Estamos (eu e Cynthia) em cima de um dos tubos que levam o esgoto para a praia, e isso me deixa penalizada...aqui é lindo demais, como seria bom se essa água fosse limpinha...mas é aquilo...a Baía de Guanabara, também é suja, nem por isso deixa de ser bonita...aqui só dá para admirar...banho nem pensar! Uma pena! Eu...os pássaros...e o céu de azul intenso. Angelo e a pausa do vôlei...Cynthia e Angelo...os jogadores. postado por: Família Fortes 5:39 PM Faça agora seu comentário: Terça-feira, Maio 17, 2005 Exposição de "Arte em Gemas de Moçambique" Nesta exposição apresentam-se obras de arte feitas em gemas de Moçambique, uma criação do Laboratório Gemológico do Departamento de Física da Universidade Eduardo Mondlane. O laboratório gemológico foi criado em 1999, como resultado da iniciativa do prof. Dr. Akil Askarhodjaev com o apoio e assistência do prof. Dr. Rogério Uthui, coordenador do projeto de física nuclear. O ramo da arte apresentado nesta exposição, é um dos mais antigos e ao mesmo tempo mais difíceis e trabalhosos, pois exige certos conhecimentos em design e técnica específica de trabalho com material tanto bonito, como frágil e valioso. Os ingredientes principais são a paciência, equipamento e ferramenta caras (algumas feitas de diamante), certos conhecimentos de gemologia, design e muita alegria. O que é que distingue as obras em gemas das outras? Não há dúvida que uma propriedade mais importante destas obras é sua beleza eterna. as pedras de gemas atraem a vista com sua cor, amplificada através do polimento, com seu desenho misterioso e inclusões fluidas mágicas, que atribuem a esses quadros uma certa exclusividade. Nunca imaginei ver um dia um trabalho com este, e fiquei feliz em ter tido esta oportunidade. O artista, o prof. Dr. Akil Askarhodjaev e Omar Omar, o idealizador da exposição ...
Acabei tendo que retirar o flash para tirar as fotografias, estavam emolduradas e isso dificultava um bom registro, mas...na medida do possível...acho que vai dar uma boa visão do que foi a exposição e o que é a arte em gemas... Para vocês, uma pequena mostra do que é esta arte...as pedras são distribuidas harmoniosamente e a delicadeza é realmente fascinante...a flora...a fauna...e a mulher...sensual...valorizando e compondo a obra na medida certa.
Estes quadros todo feito em turmalina, dá a impressão que se trata de giz, grafite...mas ao nos aproximar da obra, podemos vislumbrar a delizadeza e precisão do artista, na riqueza de detallhes...belíssimo! O artista acertou em cheio quando utilizou esta pedra...representa perfeitamente a cor da pele, a negra...adorei!
Olha nós aí...saimos da exposição e fomos a uma barzinho. Nós, o Cameron e os que trabalharam nela. postado por: Família Fortes 7:29 PM Faça agora seu comentário: Domingo, Maio 15, 2005 Vôlei na praia do Triunfo aos domingos...rola até um campeonato. O Angelo que adora vôlei não resiste...apesar do meu protesto. Aquela estória...de poluição...cacos de vidro...e pelo visto...ele nem liga. A vila dos pescadores... A falta de cuidado na venda de frutos do mar. É muito comum ver frutos do mar sendo vendidos desta maneira...cadê o gelo? Tranças africanas, muito comuns nas cabeças de homens e mulheres...e a curiosidade das crianças diante da máquina na era digital... Está apertado(a)? Não se desespere! Vá a casa de banho (banheiro). Tudo bem que aqui, banho passa longe (na vila ou em qualquer outro lugar), e passa mesmo! Então não me pergunte o motivo de ser chamada assim, um lugar para banho, que nem todos usam devidamente (tomando banho direito, claro!)...se libere e pronto! Aqui até que é bem organizado, há momento no nosso dia-a-dia, que somos surpreendidos por homens ou mulheres que simplesente fazem da rua sua casa de banho, e o mais curioso é que fazem sem a menor cerimônia. Não entrarei em detalhes, mas que fique registrado. Ih! Já ia me esquecendo...olha nós aí...Marco, Cynthia, Mônica e Douglas...e eu. Tá bonito! Parada para ver o artesão em plena criação...tudo registrado! Barro com cola. Esta é a receita para conseguir o efeito am alto relevo. O resultado é surpreendente... Algumas das fotos que tiramos... postado por: Família Fortes 6:42 PM Faça agora seu comentário: Sábado, Maio 14, 2005 Do outro lado da Praça 25 de Junho encontra-se a Fortaleza, uma das construções mais antigas de Maputo. O estilo de construção, assemelha-se grandemente a outros fortes portugueses espalhados pela costa este africana. Presentemente um museu militar, este contém muitas das relíquias do passado colonial moçambicano, gostei de tudo, só achei que a história não foi contada direito, as peças ali expostas não exibem nenhuma referência histórica com relação período nem como eram usadas - algumas é claro, dá pra imaginar. Mesmo assim foi proveitoso, e ver coisas tão antigas expostas, é muito legal.
Tivemos a oportunidade de ver também uma exposição de esculturas de artistas do Zimbabwe. "Para esta exposição foram especialmente produzidas por escultores Zimbabwanos esculturas que brotaram da pedra, e que foram concebidas durante os meses de fevereiro e março de 2005. Quatorze artistas que sempre participaram na associação "Friends Forever" (Amigos para Sempre) e cujas atividades estão contribuindo para esta exposição com uma seleção de seus trabalhos ricos na diversificação bem como em técnicas e tipos de pedras. São eles: Fanizani Akuda, Edward Chiwawa, Enos Gunja, Collen Madamombe (uma mulher, alcançou um nível incomum de sucesso para uma mulher no Zimbabwe, tradicionalmente uma sociedade dominada por homens - retrara em suas obras o papel variável da mulher na vida africana moderna), Factor Ziira, Lawrence Mukomberanwa, Mekias Munyaradzi, Square Chikwanda, Taguma Mukomberanwa, Netsai Mukomberanwa, Ennica Mukomberanwa, Godfrey Kututwa, Cragemia Chiwawa, Wonderluke. Abertura da Fortaleza acontece aos sábados e domingos das 07:00 às 17:00h. É nós na fita...eu e a...cabeluda, eu?...Gabriel com medo da escultura...que tal uma massagem capilar? postado por: Família Fortes 3:11 PM Faça agora seu comentário: Home Página Principal
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